Fuga de Alcatraz – Escape from Alcatraz

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Esta refilmagem de “O destino de Poseidon” de 1972 realmente foi feita à altura do original, ou é até melhor. O diretor Wolfgang Petersen não mediu esforços e fez o possível para chamar a atenção do grande público, com excelentes efeitos visuais e um clima de tensão que prende o espectador do inicio ao fim. Além dos excelentes efeitos visuais, o diretor contou também com a presença de atores de peso no filme, atores como Kurt Russell e Richard Dreyfuss colaboraram com experiência e o talento que ambos adquiriram com a imensa carreira nos cinemas, deixando o papel principal para o mais jovem Josh Lucas, que está em ascensão nos EUA e já é umas das grandes revelações do momento, mas, cada um com seu espaço e momentos garantidos no filme, claro. A história, acredito que todos já conheçam, um moderno e luxuoso transatlântico vira de ponta cabeça ao ser atingido por uma onda gigante e um pequeno grupo de sobreviventes, entre eles os atores no qual acabei de citar, claro, são obrigados e se unirem para ajudar uns aos outros para terem chance de saírem vivos de lá. Mas, como era de se esperar, as intrigas e a desobediência entre eles acontece, tornando as coisas ainda mais difíceis, ainda mais porque correm contra o tempo, pois aos poucos, o navio vai afundando e enchendo de água em seu interior, fazendo com que todos cheguem a seus limites para sobreviver. Falando do filme, se for analisar o currículo de todos os envolvidos nessa produção, seria uma covardia e ocuparia grande parte desta página, principalmente se tratando de Richard Dreyfuss e Kurt Russell, que participaram de uma eternidade de clássicos que não vale nem a pena eu citá-los aqui, pois eu iria querer citar todos, ai não daria certo. Josh Lucas tem “Uma mente brilhante” e o mais recente “Stealth” em sua ficha. Concluindo com o diretor Wolfgang Petersen que realizou obras marcantes nesses últimos anos, filmes como “Mar em fúria”, “Tróia” e “Na linha de fogo” até hoje estão na memória do público, realmente, um diretor bastante competente e que sempre acerta em seus projetos.Fonte Foto: www.adorocinema.com.br
Nunca fui grande apreciador do diretor Spike Lee, continuo não sendo. Isso não quer dizer que “O plano perfeito” seja um filme regular ou ruim, muito pelo contrário, é um dos grandes filmes policiais do ano. A história começa quando quatro assaltantes liderados pelo personagem de Clive Owen, invadem um banco e anunciam o assalto, paralisando praticamente toda a policia local, essa, liderada pelo policial interpretado por Denzel Washington, e as emissoras de televisão da região. O negocio se torna mais tenso quando o líder dos assaltantes se mostra uma pessoa culta e inteligente, sempre um passo a frente de toda e qualquer ação que o impeça de realizar o grande roubo, ele deixa a situação mais estranha ainda quando autoriza a entrada de uma estranha intermediária na pele de Jodie Foster para fazer algumas e também estranhas negociações, deixando as autoridades constrangidas e em dúvidas do seu envolvimento com o assalto. Como iniciei falando, nunca fui um grande “acompanhante” dos filmes de Spike Lee, lembro de ter ficado bastante enjoado ao assistir as mais longas 3 horas em frente à televisão ao assistir o razoável “Malcom X”, mas me diverti e adorei assistir “Faça a coisa certa”, resumindo, não tenho nada contra o diretor, mas também não aprecio em 100% a sua obra e sei que ele tem uma eternidade de fãs espalhados em todo o globo, o que faz com que minha opinião não tenha a mínima importância. Voltando ao filme, percebi alguns descasos com atores de alto nível que fizeram parte deste grande projeto. Primeiro não consigo enxergar bem Jodie Foster como uma mera coadjuvante, apesar do papel dela não ser tão pequeno assim, ela só deve ter aceitado fazer este filme por não ter nada programado, pois, não passa de uma coadjuvante que só aparece na metade do filme e muito pouco. Segundo, o papel dado a Willem Dafoe, que, sinceramente, não merecia interpretar um personagem tão pequeno se comparando ao seu imenso currículo, que engloba até indicação ao Oscar, ele faz um policial que ajuda o personagem de Denzel durante o assalto, fica só na sua sombra, um papel que, dado a um figurante seria a mesma coisa. Acho que grandes atores, quando embarcam em um projeto, têm e devem ser bem aproveitados. Mas, isso é o mínimo e não tira o mérito e o brilho do filme, pois Clive Owen está magnífico como o líder dos assaltantes, ele trava uma batalha linda e empolgante de se ver com Denzel Washington, este, sim, está perfeito, como sempre, em mais uma de suas atuações inesquecíveis, vale a pena ver.Fonte Foto: www.cinepop.com.br
Este filme de 1980, em sua época, foi dado como um grande fracasso, foram bastante criticadas as atuações da atriz Shelley Duvall e do diretor Stanley Kubrick, recebeu até indicações ao Framboesa de Ouro, uma premiação paralela ao Oscar que presta “homenagem” aos piores filmes do ano. Bem, o tempo passou e o filme se tornou um grande clássico do terror, um ícone para os filmes do gênero, vai entender. Ainda bem que naquela época eu não tinha nem nascido. Hoje, a meu ver, este é sim, um dos grandes filmes já feito para o cinema, tanto pela direção magistral do falecido Kubrick, que faz um filme com a sua cara, filmes sempre com muito suspense, trilhas sonoras marcantes e muito realismo, que o diga “2001 – uma odisséia no espaço”, “Laranja mecânica”, “Nascido para matar” e “De olhos bem fechados”, que são filmes que tem aquele algo a mais dado por seu tom macabro e realista, que com certeza é uma marca registrada de Stanley Kubrick. Mas “O Iluminado” tem um motivo maior para ser realmente considerado um clássico, esse motivo se chama Jack Nicholson, até então no auge com 43 anos, ele sim, é o dono do show, com uma atuação até hoje nunca vista nas telonas, ele realmente incorporou o pai de família que vai trabalhar no inverno como caseiro num luxuoso hotel totalmente isolado do resto do mundo, acompanhado de sua família, sabendo que antigamente no mesmo hotel, houve uma grande tragédia, em que o antigo caseiro, prestando o mesmo serviço, mata toda sua família para se matar em seguida, devido a uma série de delírios que o cercaram com o tempo em que ele passou isolado no hotel. E realmente não tem outra, dá gosto de ver Nicholson em plena forma, totalmente incorporado e concentrado no personagem, resultado, para mim, a melhor atuação do ator até hoje, melhor até mesmo que suas atuações nas quais foi premiado com o Oscar, em “Melhor é impossível” e “Laços de ternura”, ficando quase empatado com a atuação do mesmo em “Um estranho no ninho”, essa é minha opinião. Também destaco a atuação do garoto Danny Lloyd, que interpreta o filho de Nicholson no filme, ele é o “iluminado” que dá titulo ao filme, quando não é Jack Nicholson que está dando o espetáculo é o garoto, que infelizmente antes deste trabalho, tinha feito uma ponta quase não creditada num outro filme, outro grande clássico, outro filme com Nicholson, “Um estranho no ninho” e depois não conseguiu emplacar no mundo do cinema e sumiu do mapa. E o titulo de “ovelha negra” do filme fica mesmo com Shelley Duvall, com seu jeitinho esquisito e irritante, ela apesar de passar o filme quase todo chorando e gritando, não compromete o show, e meio que, passa em branco, não tendo muito crédito pela grandiosidade do filme, não seria por menos, afinal, ela estava à frente de gente de muita competência, ícones do cinema mundial, não poderia ser diferente. Indico este filme para quem ainda não conhece o trabalho de Kubrick, um dos diretores mais perfeccionistas de toda a história, um dos poucos que conseguiu manter seu padrão de estilo de direção em todos os seus filmes, se tornando um grande ídolo de toda uma geração.