22.10.06

Premonição 3 – Final Destination 3


Em “Premonição” as vitimas seriam de um acidente de avião, em “Premonição 2” seria em um acidente no trânsito, já em “Premonição 3” sete jovens são tirados de uma montanha-russa antes dela se destruir no meio de seu trajeto. Mas por incrível que pareça os três filme são idênticos, não há nada de novo. Nesse terceiro filme, dirigido pelo também roteirista James Wong, que em seu currículo tem o filme-porrada “O confronto” com Jet Li, a única coisa inovadora e diferente são os atores, afinal, nunca sobra ninguém para contar a história. As primeiras filmagens foram tranqüilas, mas o resultado não agradou ninguém na primeira viagem, então o filme teve de ser novamente filmado em grande parte, tendo até, que contratar novos atores. Enfim, não adiantou muito, continuou sendo um filme totalmente previsível, que vale apenas pelos sustos, e para quem gosta de ver mortes violentas também é um prato cheio. As mortes, que também podem ser considerados um item diferencial deste terceiro filme, a forma como os personagens são mortos, mas não passa disso. Junte seus colegas, umas paqueras que os sustos são realmente garantidos.

Foto tirada do site:
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10.10.06

Todo mundo em pânico 4 – Scary movie 4

Este quarto filme de uma série de três filmes de grande sucesso como todos conhecem, acredito que já deve estar disponível em todas as locadoras do país. Quem realmente é fã da série vai adorar esse novo filme, quem curte e entende bem de cinema também deve gostar, menos do que os fãs da série, mas quem não curte nem cinema e nem os três primeiros filmes então deve passar longe da prateleira onde encontrará essa, chamada, comédia pastelão. Esse não é nada diferente dos três primeiros filmes. São sátiras e mais sátiras sobre o cinema americano, somente isso, não tem nada de original, tudo que você vê neste filme está ligado a um outro filme, não existe 1 segundo sequer desta comédia que não seja uma zoação sobre outro filme. Além de invocar filmes como “A vila”, “O grito”, “Guerra dos mundos”, “Jogos mortais”, “Menina de ouro” e “O segredo de Brokeback Moutain” chega até a ironizar a participação do ator Tom Cruise em um programa de entrevistas. Ano que vem já deve estar nas telonas um quinto filme, que deverá satirizar os filmes deste ano. Não se pode deixar de citar a presença da atriz Anna Faris, única participante de todos os filmes da saga, ela costuma sempre se garantir e é certo que suas cenas sempre estarão entre as mais hilárias a cada novo filme. O diretor David Zucker, responsável por clássicos de comédias pastelões como “Apertem os cintos, o pilito sumiu” e por toda a série de filmes iniciados com “Corra que a policia vem ai” também dirigiu o anterior a esse, ele tem experiência e competência suficiente para ficar a frente da direção dessa franquia por um bom tempo. Acredito que daqui há uns 10 anos estaremos nos encontrando com um Todo mundo em pânico 10 ou 12 porque apesar de todo o besteirol esse filme tem uma legião de fãs em todo o mundo e conquistou público suficiente para sempre haver continuações. É o que provavelmente terá, todo ano, é um episódio dessa comédia que já é um grande marco e referência se tratando de comédia pastelão. Esses tipos de filme não me marcam, assisti a todos, mas se me perguntar como foi o anterior a esse, não saberia responder, mas uma coisa é certa, sempre que lançar um novo ”todo mundo em pânico” eu com certeza estarei na fila do cinema para prestigiar.

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3.10.06

A Dama na água – Lady in the water

O novo e aguardado filme do diretor indiano M. Night Shyamalan não foge do padrão de seus filmes anteriores, o clima é o mesmo, o estilo é o mesmo, até a atriz principal deste é a mesma de seu filme anterior, “A vila”. E o sucesso também é o mesmo, pois este é tão bom quanto seus outros filmes, senão um dos melhores. Até vi em alguns sites, que nem vale a pena eu citá-los aqui, de que nos EUA “A dama na água” não estava sendo bem aceito pelo público e que os críticos estavam reprovando, a velha baboseira de sempre, é a pura, velha e típica hipocrisia americana, não deve ser levada em conta. Querem

fazer o mesmo que fizeram com “A vila” e não conseguiram. Para quem não conhece o trabalho de Shyamalan, ou seja, para quem não o conhece por nome, seus filmes são mais do que aclamados, filmes que marcaram época, produções consagradas como “O sexto sentido”, “Corpo fechado”, “Sinais” e “A vila” que fazem de Shyamalan uma das grandes revelações dos últimos anos. Alguns falam até em “o novo Hitchcock”, até mais por ele também fazer pequenas aparições em todos os seus filmes, se bem que nesse “A dama na água” sua pequena aparição não pode ser chamada de uma pequena aparição, pois seu personagem é bem mais visado e participa bastante no decorrer do filme, não sei se é possível nessa vida eu presenciar um diretor que chegue pelo menos aos pés do diretor de “Os pássaros”. Por trás das câmeras de “A dama na água” quem dá o ar da genialidade sem duvidas é o diretor indiano, mas na frente das câmeras a atuação do ator Paul Giamatti é clássica, inesquecível e digna de indicação ao Oscar, indicação na qual o ator recebeu este ano, mas por outro filme, “A luta pela esperança”. Giamatti assume o posto de protagonista deste filme e simplesmente domina o espetáculo, em todas as cenas em que aparece ele deixa claro que, apesar do titulo do filme se dá ao personagem de Bryce Dallas Howard, filha do premiado diretor Ron Howard de “Uma mente brilhante” e “A luta pela esperança”, o filme é dele. Paul Giamatti interpreta neste o zelador de um condomínio, que hora ou outra gagueja de forma hilária, dando uma pitada de humor no filme, pitada a qual se dá também pelos tantos personagens mais do que divertidos que fazem parte da história. Destaque também para outro personagem, um jovem inquilino do condomínio que passou grande parte da vida exercitando apenas um lado de seu corpo, deixando apenas sua metade esquerda, ou direita, não me recordo o lado, toda musculosa, é de fazer rir. Não que o filme seja uma comédia, mas tem aquela pitada de humor no momento certo, pois como se pode ver no currículo de Shyamalan o que ele realmente sabe fazer, e bem, é um suspense de primeira e não devemos nos deixar levar pela critica hipócrita americana e ir ao cinema tranqüilo de que verá mais um memorável filme deste jovem diretor, que apesar de ainda não estar no nível de genialidade de Hitchcock, tem tudo para ser tão inesquecível como o mestre do suspense.

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O Novo Mundo – The new world

O diretor Terrence Malick não é muito conhecido aqui no Brasil, ele é responsável pelo grandioso e premiado “Além da linha vermelha” de 1998, seu ultimo filme antes deste. Malick tem o mesmo hábito do falecido diretor Stanley Kubrick, de só fazer filme quando bem entende. Um filme por década aproximadamente. Mas, o que o torna um mestre por trás das câmeras é que realmente, sempre que ele sai de sua toca nos presenteia com um grande e memorável filme. Desta vez não foi diferente, “O novo mundo” é um lindíssimo filme, que será sempre lembrado, daqueles filmes que levam tempo para serem reconhecidos, mas que futuramente, sem dúvidas se tornará um clássico de grande porte. Este épico se passa no século XVII na época da busca dos europeus para colonizar a América e se concentra nos personagens de Colin Farrell e da novata Q’orianka Kilcher, que enfrentam as distinções de seus povos para se manterem unidos e em paz, coisa que praticamente se torna impossível com o passar do tempo. O filme é bem silencioso, quase que os personagem não abrem a boca, fato que fez com que a atuação de Colin Farrell fosse até elogiada. Em grande parte a narração e os pensamentos dos personagens é que são levados em conta. Filmes como esse, assustam o público, que imagina que um filme em que os personagens mal abrem a boca tende a ser monótono e cansativo, o que não acontece em “O novo mundo”. O romance impossível vivido pelos personagens de Farrell e Kilcher prende você na tela em cada minuto do filme que torce e espera até o final possivelmente feliz, seja lá qual rumo tome a vida dos protagonistas. O filme de Malick conquista o telespectador de uma forma jamais vista, é quase um documentário, com belas paisagens e uma direção firme. As brigas e batalhas por terras entre os ingleses e os nativos é apenas um pano de fundo para o lindo romance dos protagonistas, que rompem barreiras e enfrentam as tradições de seus povos para viverem um grande amor. Destacam-se também as atuações do veterano Christopher Plummer e de Christian Bale, que, com seus talentos dão um tempero a mais neste épico memorável.

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Tudo pela fama – American Dreamz

Esta nova comédia protagonizada por Hugh Grant, Dennis Quaid e Willem Dafoe é bem tranqüila, nada que incomode, mas com certeza é um daqueles filmes que até o fim deste ano você não lembrará nem o titulo dele. E não estou querendo dizer que é um mau filme, o filme, na medida em que se está assistindo até diverte, tira algumas gargalhadas, mas não passa disso. O personagem vivido por Grant é bacana, ele vive um apresentador de uma espécie de reality show americana para jovens talentos do mundo musical enquanto o personagem de Quaid, um pouco melhor, é o presidente dos Estados Unidos que no atual momento está entrando em uma crise de consciência e ficando paranóico. Para tentar esquecer um pouco de seus problemas o presidente se oferece para ser júri no programa de Grant, tudo isso, com a ajuda de seu assessor vivido pelo ótimo Willem Dafoe, que também está bem bacana. Tudo se complica ainda mais quando um dos principais concorrentes do reality show que é de origem árabe recebe um contato de seus conterrâneos para se explodir, literalmente, e matar o presidente americano. Bem, é conteúdo suficiente para fazer um divertido filme, nada memorável. Apesar desse filme ser esquecível como comentei, o diretor responsável por ele Paul Weitz é também responsável por uma das melhores comédias adolescentes já feitas, afinal, nem tão cedo “American Pie” será esquecido pelo público. Enfim, “Tudo pela fama” é um filme sem pretensões alguma, bem leve e que diverte de uma forma diferente, algo que fará sucesso por várias e incontáveis sessões da tarde.

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24.9.06

Fuga de Alcatraz – Escape from Alcatraz

Ao ver este grande filme de 1979, o telespectador percebe realmente onde o diretor Frank Darabont se inspirou para realizar suas duas grandes obras, “um sonho de liberdade” e “Á espera de um milagre”. É um fato, pois grandes idéias foram tiradas deste filme, cenas quase que “xerocadas” deste clássico dos anos 70. Isso não quer dizer que os filmes sejam iguais, muito pelo contrário, são totalmente diferentes, histórias completamente distintas. Este “fuga de Alcatraz” é dirigido pelo diretor Don Siegel e conta a história de um famoso prisioneiro que chega à famosa prisão de Alcatraz em San Francisco para cumprir sua pena, famoso por ter escapado de diversas prisões, ele decide encarar e planeja uma fuga mais do que espetacular com a ajuda de outros companheiros. É no decorrer do filme que você relembra algumas idéias e situações idênticas aos filmes de Darabont, mas isso é o de menos, isso não tira o brilho dos dois grandes filmes da década de 90, filmes que marcaram a carreira do diretor e por pouco não arrebataram os principais Oscars em seus anos de lançamento. Filmes aos quais até hoje vejo e revejo sem qualquer tipo de comparação, afinal, para se fazer um bom trabalho é preciso se inspirar em outro trabalho ou em alguém. “Fuga de Alcatraz” além de trazer essa grande e tensa história ainda traz um Clint Eastwood no auge e em plena forma no papel principal. Aquele ali como sempre já vale o show, com uma atuação impecável que deixa o duelo com o mau caráter do diretor da prisão um espetáculo à parte, pois, como sempre nos filmes de Hollywood, os diretores de prisão são sempre os vilões. Quem já assistiu a este filme com certeza deve tê-lo guardado em sua memória há muito tempo, quem ainda não viu, sugiro que corra até a locadora, e tem de ser uma ótima locadora, pois não deve ser fácil achar um clássico como este, ainda mais em locadoras de pequeno porte. Mas garanto que o esforço valerá a pena.


Fonte foto: http://www.cineplayers.com

15.9.06

Poseidon

Esta refilmagem de “O destino de Poseidon” de 1972 realmente foi feita à altura do original, ou é até melhor. O diretor Wolfgang Petersen não mediu esforços e fez o possível para chamar a atenção do grande público, com excelentes efeitos visuais e um clima de tensão que prende o espectador do inicio ao fim. Além dos excelentes efeitos visuais, o diretor contou também com a presença de atores de peso no filme, atores como Kurt Russell e Richard Dreyfuss colaboraram com experiência e o talento que ambos adquiriram com a imensa carreira nos cinemas, deixando o papel principal para o mais jovem Josh Lucas, que está em ascensão nos EUA e já é umas das grandes revelações do momento, mas, cada um com seu espaço e momentos garantidos no filme, claro. A história, acredito que todos já conheçam, um moderno e luxuoso transatlântico vira de ponta cabeça ao ser atingido por uma onda gigante e um pequeno grupo de sobreviventes, entre eles os atores no qual acabei de citar, claro, são obrigados e se unirem para ajudar uns aos outros para terem chance de saírem vivos de lá. Mas, como era de se esperar, as intrigas e a desobediência entre eles acontece, tornando as coisas ainda mais difíceis, ainda mais porque correm contra o tempo, pois aos poucos, o navio vai afundando e enchendo de água em seu interior, fazendo com que todos cheguem a seus limites para sobreviver. Falando do filme, se for analisar o currículo de todos os envolvidos nessa produção, seria uma covardia e ocuparia grande parte desta página, principalmente se tratando de Richard Dreyfuss e Kurt Russell, que participaram de uma eternidade de clássicos que não vale nem a pena eu citá-los aqui, pois eu iria querer citar todos, ai não daria certo. Josh Lucas tem “Uma mente brilhante” e o mais recente “Stealth” em sua ficha. Concluindo com o diretor Wolfgang Petersen que realizou obras marcantes nesses últimos anos, filmes como “Mar em fúria”, “Tróia” e “Na linha de fogo” até hoje estão na memória do público, realmente, um diretor bastante competente e que sempre acerta em seus projetos.

Fonte Foto: www.adorocinema.com.br

O Plano Perfeito – Inside Man

Nunca fui grande apreciador do diretor Spike Lee, continuo não sendo. Isso não quer dizer que “O plano perfeito” seja um filme regular ou ruim, muito pelo contrário, é um dos grandes filmes policiais do ano. A história começa quando quatro assaltantes liderados pelo personagem de Clive Owen, invadem um banco e anunciam o assalto, paralisando praticamente toda a policia local, essa, liderada pelo policial interpretado por Denzel Washington, e as emissoras de televisão da região. O negocio se torna mais tenso quando o líder dos assaltantes se mostra uma pessoa culta e inteligente, sempre um passo a frente de toda e qualquer ação que o impeça de realizar o grande roubo, ele deixa a situação mais estranha ainda quando autoriza a entrada de uma estranha intermediária na pele de Jodie Foster para fazer algumas e também estranhas negociações, deixando as autoridades constrangidas e em dúvidas do seu envolvimento com o assalto. Como iniciei falando, nunca fui um grande “acompanhante” dos filmes de Spike Lee, lembro de ter ficado bastante enjoado ao assistir as mais longas 3 horas em frente à televisão ao assistir o razoável “Malcom X”, mas me diverti e adorei assistir “Faça a coisa certa”, resumindo, não tenho nada contra o diretor, mas também não aprecio em 100% a sua obra e sei que ele tem uma eternidade de fãs espalhados em todo o globo, o que faz com que minha opinião não tenha a mínima importância. Voltando ao filme, percebi alguns descasos com atores de alto nível que fizeram parte deste grande projeto. Primeiro não consigo enxergar bem Jodie Foster como uma mera coadjuvante, apesar do papel dela não ser tão pequeno assim, ela só deve ter aceitado fazer este filme por não ter nada programado, pois, não passa de uma coadjuvante que só aparece na metade do filme e muito pouco. Segundo, o papel dado a Willem Dafoe, que, sinceramente, não merecia interpretar um personagem tão pequeno se comparando ao seu imenso currículo, que engloba até indicação ao Oscar, ele faz um policial que ajuda o personagem de Denzel durante o assalto, fica só na sua sombra, um papel que, dado a um figurante seria a mesma coisa. Acho que grandes atores, quando embarcam em um projeto, têm e devem ser bem aproveitados. Mas, isso é o mínimo e não tira o mérito e o brilho do filme, pois Clive Owen está magnífico como o líder dos assaltantes, ele trava uma batalha linda e empolgante de se ver com Denzel Washington, este, sim, está perfeito, como sempre, em mais uma de suas atuações inesquecíveis, vale a pena ver.

Fonte Foto: www.cinepop.com.br

4.9.06

O Iluminado – The Shining

Este filme de 1980, em sua época, foi dado como um grande fracasso, foram bastante criticadas as atuações da atriz Shelley Duvall e do diretor Stanley Kubrick, recebeu até indicações ao Framboesa de Ouro, uma premiação paralela ao Oscar que presta “homenagem” aos piores filmes do ano. Bem, o tempo passou e o filme se tornou um grande clássico do terror, um ícone para os filmes do gênero, vai entender. Ainda bem que naquela época eu não tinha nem nascido. Hoje, a meu ver, este é sim, um dos grandes filmes já feito para o cinema, tanto pela direção magistral do falecido Kubrick, que faz um filme com a sua cara, filmes sempre com muito suspense, trilhas sonoras marcantes e muito realismo, que o diga “2001 – uma odisséia no espaço”, “Laranja mecânica”, “Nascido para matar” e “De olhos bem fechados”, que são filmes que tem aquele algo a mais dado por seu tom macabro e realista, que com certeza é uma marca registrada de Stanley Kubrick. Mas “O Iluminado” tem um motivo maior para ser realmente considerado um clássico, esse motivo se chama Jack Nicholson, até então no auge com 43 anos, ele sim, é o dono do show, com uma atuação até hoje nunca vista nas telonas, ele realmente incorporou o pai de família que vai trabalhar no inverno como caseiro num luxuoso hotel totalmente isolado do resto do mundo, acompanhado de sua família, sabendo que antigamente no mesmo hotel, houve uma grande tragédia, em que o antigo caseiro, prestando o mesmo serviço, mata toda sua família para se matar em seguida, devido a uma série de delírios que o cercaram com o tempo em que ele passou isolado no hotel. E realmente não tem outra, dá gosto de ver Nicholson em plena forma, totalmente incorporado e concentrado no personagem, resultado, para mim, a melhor atuação do ator até hoje, melhor até mesmo que suas atuações nas quais foi premiado com o Oscar, em “Melhor é impossível” e “Laços de ternura”, ficando quase empatado com a atuação do mesmo em “Um estranho no ninho”, essa é minha opinião. Também destaco a atuação do garoto Danny Lloyd, que interpreta o filho de Nicholson no filme, ele é o “iluminado” que dá titulo ao filme, quando não é Jack Nicholson que está dando o espetáculo é o garoto, que infelizmente antes deste trabalho, tinha feito uma ponta quase não creditada num outro filme, outro grande clássico, outro filme com Nicholson, “Um estranho no ninho” e depois não conseguiu emplacar no mundo do cinema e sumiu do mapa. E o titulo de “ovelha negra” do filme fica mesmo com Shelley Duvall, com seu jeitinho esquisito e irritante, ela apesar de passar o filme quase todo chorando e gritando, não compromete o show, e meio que, passa em branco, não tendo muito crédito pela grandiosidade do filme, não seria por menos, afinal, ela estava à frente de gente de muita competência, ícones do cinema mundial, não poderia ser diferente. Indico este filme para quem ainda não conhece o trabalho de Kubrick, um dos diretores mais perfeccionistas de toda a história, um dos poucos que conseguiu manter seu padrão de estilo de direção em todos os seus filmes, se tornando um grande ídolo de toda uma geração.

Fonte foto: http://www.
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30.8.06

O Albergue (Hostel)

Esse grande filme que tem como produtor executivo ninguém menos que Quentin Tarantino se tornou mais uma das grandes façanhas da produtora Lions Gate. Um filme que custou aproximadamente 8 milhões e arrecadou 80 milhões de dólares em todo mundo não pode ser por acaso um grande sucesso. Como eu já ouvia falar de outros cinéfilos o quanto o filme era bom, assisti com a cara e coragem, apesar de eu ser um pouco fraco para ver filmes de terror, bem, é medo mesmo. Mas, me maravilhei e me espantei ao mesmo tempo com a história de um trio de amigos viajantes que, entre um país e outro acabam indo à Eslováquia, onde param num esquisito albergue. Bem, não seria nada legal eu contar o que acontece a eles com o decorrer do filme, que por sinal é muito bem dirigido e produzido pelo desconhecido Eli Roth, que não abusa das cenas de violência, pois eu imaginava que seria um filme violento do inicio ao fim, mas, muito pelo contrário, a violência e as cenas de tortura como muitos já devem saber que há no filme vem exatamente na hora certa, quando o telespectador não agüenta mais esperar para saber o que há de errado com aquele local, esse é uma das características das quais adorei no filme. Vale destacar também um lado sombrio da Eslováquia que o filme mostra, lado o qual eu não acredito que realmente exista, tanto que li numa reportagem no site cinepop.com.br que Eli Roth pediu desculpas ao governo do país por mostrar esse lado inexistente e macabro que aparece demais no filme, e realmente é de dar medo, assim que o filme terminou, eu coloquei a Eslováquia em minha lista de países que eu nunca visitaria. Mas não pude deixar de esquecer que é apenas um filme. Terror de primeira, tão de primeira que a continuação já está em fase de pré-produção, devendo ter de volta o diretor Eli Roth e o ator principal deste, Jay Hernandez, quem ainda não viu agora já sabe que ele sobrevive no filme, paciência.


Mais sobre o filme em http://www.sonypictures.com.br/hotsites/cinema/601/